31 de agosto de 2015

#31 - Blog day

Hoje é dia 31/08 e eu estou emotiva, desculpem. Depois de um mês inteiro escrevendo post atrás post, contrariando a crença inicial de que eu não sobreviveria à primeira semana, esse dia é muito gratificante. No post de ontem eu já falei sobre o que essa experiência me trouxe de bom, e só reitero aquilo.

Parando para analisar o Dreams & Dramas agora, eu preciso admitir o quanto eu avancei com esse blog, mesmo sem planejar isso. Não entro no mérito da relevância dos textos nem da quantidade de acessos, porque isso não mudou muito e também não era o meu objetivo. Estou satisfeita comigo mesma por ter mantido a frequência e abordado assuntos que estavam pendurados há muito tempo, pelos mais diversos motivos, mas que no fim consegui compartilhar, e através deles transmitir um pouquinho das minhas preferências e daquilo que me importa. Se eu pudesse escolher cinco posts dos que eu escrevi em 31 dias, eu daria destaque a: 1) aquele em que eu escrevi sobre um dos meus atores favoritos da vida, não pela excelência no trabalho, mas pela excelência como ser humano; 2) aquele em que eu contei sobre meus gatinhos, já que um fato importante sobre mim é que eu sou uma pessoa de animais e a minha vida é bem melhor na companhia deles; 3) aquele em que eu passei o dia inteiro no corredor do hospital, e olhei para o lado e enxerguei que existem causas maiores que minha e que me pedem empatia; 4) aquele em que eu escrevi sobre uma das minhas novas bandas favorita e o quanto as músicas dela estão incorporadas em mim; 5) aquele em que eu escrevi uma carta para a minha melhor amiga.

Sem mais delongas, a blogosfera não é uma via de mão única – da mesma forma em que eu compartilho meus próprios posts e espero um retorno, compartilho também os blogs de pessoas maravilhosas que têm um espaço tão especial quanto o meu, alguns dos quais tenho a sorte de ter como leitores, e merecem esse destaque.

♥ Bonjour Circus – Como essa é a primeira vez que eu faço indicações no blog day, seria um absurdo deixar o Bonjour Circus de fora. Principalmente tendo o conteúdo ótimo que tem, o qual eu acompanho e admiro há tanto tempo. A Del é uma figura única na blogosfera; compartilha seu gosto sobre arte circense, sobre sua banda finlandesa favorita (que nunca ouvi, mas está na minha bucket list) e sobre artesanato, budismo e suas experiências com plantas. São gostos extremamente diferentes dos meus, e justamente por isso eu leio seus posts e estou sempre descobrindo coisas para sair da rotina e expandir meus horizontes. Sem contar que a Del é uma exímia escritora, e eu aprecio muito isso também.

♥ Dreams - Eu não consigo ser imparcial quando falo sobre o Dreams. Se você perambular um pouquinho pelos meus arquivos, vai perceber o tanto de menções que eu fiz à Thay, e se você perambular um pouquinho pela blogosfera vai perceber o quanto o blog dela é querido por muitos. Ela tem o poder de cativar leitores em massa por meio dos seus textos sobre o cotidiano, indicações de séries e filmes (de época, principalmente!), e curiosidades aleatórias sobre ela que a gente vai descobrindo e se identificando quando ela responde a algum meme. O fanatismo por Supernatural é marcante, assim como a simpatia que ela tem para com todos seus leitores. Tenho a sorte de poder chamá-la de amiga e perturbá-la quase diariamente em todas as redes sociais possíveis. Para sempre a Pluto da minha Chibiusa, e eu divido só um pouquinho, que fique claro.

♥ Minha Vida Como Ela É – Eu já conhecia o blog da Ana Luísa há algum tempo, e de vez em quando eu lia as posts dela só para me encantar com o jeito que ela escreve sobre qualquer coisa. Trocar comentários com ela durante o BEDA foi como receber uma torta de limão, e vocês sabem como eu me sinto em relação à tortas de limão. O que eu mais gosto no blog dela é que “amenidades” é uma palavra que aparece com frequência, e ele passa justamente essa sensação, em toda a miscelânea de assuntos.

♥ Oh, juicy! - O blog do Junnior ainda é novo, mas já tem todo o potencial para fazer xuxexo na blogosfera.  Eu o conheci por meio de uma amiga em comum e desde que comecei a segui-lo nas redes sociais percebi o quanto era indispensável tê-lo como referência. O Ju é fanático por Koda Kumi e bem entendido de música pop em geral. Além disso, ele é geek e colecionador das coisas mais invejáveis, se mantém atualizado de todas as novidades, e também adora conhecer lugares novos, tirar fotos lindíssimas e compartilhá-las no Instagram. Ele tem ótimas habilidades no Photoshop para te atrair com o visual, e uma escrita bem levinha para compartilhar as coisas que ele gosta sem pesar muito nas informações.

♥ Oh So Fangirl - Conheci o blog da Ana no comecinho do BEDA e me apaixonei instantaneamente pelo cantinho dela. Tendo um blog com cara de blog e "fangirl" no título, não poderia ser de outro jeito. A Ana tem ótimos gostos para séries (talvez ela nem saiba que me convenceu a assistir Breaking Bad) e um senso de humor muito bacana na hora de escrever os posts. Os assuntos mais aleatórios são um piquenique na mão dela, e as músicas servem de inspiração para ótimas crônicas. Amei? Amei.

♥ Starships & Queens - Conheci o blog da Ana Luíza também durante o BEDA, quase no final, eu acho, mas isso não me impediu de curtir acompanha-la e ficar à espera de novos posts dali em diante. Com um visual clean, bem do jeito que eu gosto, o blog tem a mistura de assuntos típica de um blog pessoal, e tudo escrito de um jeito despretensioso, porém que chama a sua atenção. 

♥ Wink – Por último, mas não menos importante: conheci o blog da Mia também no começo do BEDA e que grande descoberta foi! Desde o primeiro momento em que visitei o blog dela, li os posts e explorei as páginas, me encantei pela menina por trás daquelas palavras. Mia é uma mocinha bem divertida, astrologicamente fofa (sua lua em câncer me faz querer te apertar!), e inacreditável – digna de admiração por fazer duas faculdades, ser uma escritora despretensiosa e ainda assim ter uma visão aguçada com um toque de senso de humor sarcástico sobre vários causos no seu dia a dia. Amo que a menina Mia sempre insere gifs de séries que eu amo para ilustrar suas postagens, tornando suas atualizações ainda mais cativantes.

Essas foram as minhas sete indicações para o blog day. Sete, para dar sorte. Só queria encerrar esse post, e o BEDA, falando que apesar de alguns apesares foi um prazer escrever todos os dias e conhecer vocês. No fim, a gente se vira como pode, mas estando em boa companhia, nothing else matters. Que venham mais desafios, vida longa e próspera para os blogs. Eu poderia dramatizar e dizer "tchau, até o ano que vem", mas as pautas ainda não se esgotaram totalmente, então, até logo e obrigada pelos peixes!


30 de agosto de 2015

#30 - Considerações sobre agosto

Geralmente agosto é um mês que não traz nada de especial, pelo menos para mim. Não desmereço sua importância por ser aniversário do meu avô e da minha melhor amiga, mas, fora isso, é difícil sobreviver aos seus trinta e um dias. Nem um feriado sequer nós tivemos para amenizar a rotina, nos proporcionar mais 24 horas de descanso ou de atividades egocêntricas. Talvez estejamos mal acostumados, mas que isso não é um ponto positivo, não é. O labo bom de agosto foi o surgimento do BEDA para dar um up na blogosfera. Quando o desafio foi proposto na última semana de julho, não imaginava que acabaria embarcando nessa; já tinha decretado que tamanha atividade não era para mim que só postava uma vez por mês e olhe lá. Dizem que a vida é cheia de surpresas, e o resultado desta foi bem inédito.

Vamos recapitular 2015: por incrível que pareça já passamos da metade do ano. Aliás, estamos bem mais próximos do fim do que o começo. Por onde o tempo passou, eu não sei. Lembro-me de ter passado a virada do ano com um vestido branco depois de anos fugindo dessa cor; assistindo a segunda temporada de Gilmore Girls, porque já sei a primeira de cor e salteado; e tomando champanhe barato, porque sim. Em março participei do Book a Day Project com a Thay, enquanto sentia a minha vida desandar de novo e as crises de ansiedade aumentavam quando eu estava na minha própria casa. As coisas melhoraram um pouco. Junho chegou, e com ele as minhas tão ansiadas férias do trabalho e o meu aniversário (com um plot twist bem legal). Julho passou sem ninguém perceber, e agosto teve os 30 dias mais longos registrados até agora em posts aleatórios.

E nesses últimos 30 dias registrados em posts aleatórios, vocês leram tudo que eu poderia ter postado em intervalos regulares durante o ano inteiro. Esses eram os tais assuntos que eu falava que pretendia abordar no blog há tempos, e fiquei adiando por procurar perfeição demais nos meus textos. Não sabia como estruturá-los, achava que meu lado cognitivo linguístico estava se deteriorando e ninguém se interessaria por nada que eu escrevesse. Abraçar esse desafio do nada foi me colocar à prova. Eu teria de enfrentar o medo da desaprovação das coisas que eu escrevo, e me sentiria pressionada a desenvolver um texto novo dentro do prazo de 24 horas. Eu não gosto de desistir nem de falhar. Eu estava me propondo a cumprir a proposta desse projeto no melhor estilo “make it or break it”. E, agora, aos trinta dias do oitavo mês do décimo quinto ano do segundo milênio depois de Cristo, eu posso declarar que estou perto de cruzar a linha de chegada. Ainda não acredito nisso, de verdade.

Posso não ter gostado totalmente de todos os posts que eu escrevi, mas alguns me deixaram pessoalmente orgulhosa por terem sido finalmente publicados. E percebi que comecei a escrever com mais naturalidade, e sem tantas neuras de procurar a mot juste tal qual Flaubert na produção de Madame Bovary. Acabei me dando conta de que isso é apenas um blog pessoal, e não preciso polir minhas palavras o tempo inteiro mesmo que no fundo eu goste de fazê-lo. Em todas as sessões eu ouço da minha psicóloga que a imagem que eu passo é de uma pessoa rígida e retraída, e é verdade. Dizem que quando os caranguejos se sentem ameaçados eles se escondem dentro de suas cascas, e como uma boa canceriana eu vivo dentro da minha. Once bitten, twice shy, não é verdade? No começo achei que poderia abrir mão de tamanha introversão, afinal, eu não teria audiência mesmo. Errado. Nas últimas semanas apareceram carinhas novas por aqui, recebi vários comentários interessantes e fofos, e me senti bem conhecendo novas pessoas pela blogosfera afora.

O BEDA foi uma experiência muito boa e construtiva para mim. Na metade do mês comecei a ficar preocupada achando que estava me dedicando demais ao blog, pois acabei deixando os livros mais de lado e ficando acordada até mais tarde, retrocedendo todo o avanço que eu tinha feito na minha rotina de dormir cedo. Mas, deitar a cabeça no travesseiro sabendo que escrevi um texto sem sofrer com bloqueio criativo me fazia dormir com o sentimento de satisfação. Era uma habilidade há muito enferrujada que eu estava exercitando, e se isso não fizer parte de uma melhoria pessoal, não sei o que faz.

Está certo que essa última semana foi mais sufocante, com o esgotamento de assuntos e a necessidade de o mês acabar logo para seguirmos em frente com a nossa vida e a nossas tarefas. Contudo, sei que quando isso tudo acabar, vou me orgulhar por ter permanecido firme no projeto, como me disseram no começo, e sentir falta dessa rotina depois.

Tenho achado curioso o fato de que ultimamente parece que virou ritual encerrar o mês com uma tarde na companhia da minha melhor amiga e um frappuccino da Starbucks. Não que eu ache o café de lá o máximo, porque não é bem assim. A Starbucks só é um lugar fancy de se frequentar de vez em quando, principalmente se você estiver precisando de uma pausa na rotina para um bate-papo, como foi o caso de hoje. E mesmo sabendo que eu tinha de aparecer com um texto depois, não me desesperei por isso, nem apressei a minha tarde para estar logo na frente do computador. A essa altura eu já sei que mesmo duas horas antes da meia-noite sou capaz de sentar e escrever qualquer coisa que me vier à cabeça e me contentar com isso.

Amanhã, depois da preciosa indicação de blogs, vou marcar a conclusão do BEDA como Life Event no Facebook e dançar ao som de Ricky Martin, porque esse mês foi sinônimo de livin' la vida loca. E eu não poderia estar me sentindo melhor sobre isso. Mas chega.