5.4.15

Book A Day project

No final do ano passado, eu decidi que participaria de alguns desafios durante esse ano, a fim de evitar o abandono do blog (ignoremos que até agora não esteve dando certo, risos). Foi quando a Thay surgiu com o Book A Day, que foi criado pela Borough Press e pode ser acessado aqui. Resolvemos manter o desafio simples e postar as fotos no Instragram, compilando comentários gerais aqui no blog quando o mês terminasse. O mês de março terminou e o desafio foi concluído com sucesso, heh. Eu não duvidava que fosse, afinal, desafios literários nunca são demais. So, shall we?


1. Favourite book from childhood: Pêssego, Pêra e Ameixa no Pomar
Esse livro é tão antiguinho que pêra ainda tinha acento. Tradução de "Each peach pear plum", é um dos livros mais queridos da minha infância. Tão querido, que ainda na oitava série eu o emprestava para as minhas amigas lerem. E não demoravam nem dez minutos para fazê-lo. Numa página há um dístico, noutra uma ilustração enorme e bem delicada com um "segredo" para descobrir.

2. Best bargain: Coleção de O Guia do Mochileiro das Galáxias
A promoção de O Guia do Mochileiro das Galáxias da Submarino é tão tentadora que foi a primeira compra que fiz lá. Na época, paguei R$19,90 pelos cinco livros (edições econômicas, de boa qualidade), mas no ano passado os vi por R$9,90 na Black Friday [!].

3. One with a blue cover: Jane Austen - Novelas Inacabadas.
Olha, eu não dizer se azul é a cor mais quente, mas, com certeza, é uma cor constante nas capas dos livros! Só na minha estante contei 11. Foi difícil escolher, porém, acabei optando por uma num tom delicado de azul: a edição da Nova Fronteira das novelas inacabadas de Jane Austen: The Watsons e Sanditon. Se, assim como eu, você é fã das obras da autora, esse livro definitivamente deveria entrar para a sua coleção. Apesar de serem dois trabalhos pouco conhecidos, não deixam de merecer a devida atenção para todas as características que Austen utiliza em sua escrita. Além disso, o livro possui apresentação para ambas as histórias, e capa dura!

4. Least favourite book by favourite author: Mansfield Park
Mansfield Park foi meu primeiro Austen. Note que "menos favorito" não quer dizer "ruim". Só que, depois de ser introduzida aos outros cinco romances, percebi que a história de Fanny Price não me cativou tanto, então, num ranking, Mansfield Park ficaria por último.

5. Doesn't belong to me: O Corcunda de Notre Dame
Clássicos franceses nunca tinham me chamado muito a atenção até a faculdade. Depois de ter lido Flaubert e gostado, comecei a acrescentar alguns autores à minha lista, incluindo Victor Hugo. Resistindo à popularidade maior de Os Miseráveis e ao fato de que a história é - desculpem o trocadilho - miserável, e nada breve, acabei optando por O Corcunda de Notre Dame, já que tive a oportunidade de pegar o livro emprestado com uma das minhas melhores amigas. A edição é da editora Zahar e contava com todos seus atributos notáveis: capa dura, apresentação, ilustrações, e notas de rodapé. Eu simplesmente amo livros que oferecem informações e o contexto da história, além da história propriamente dita. É o que me faz pagar mais caro por um livro sem chorar tá, chorando pouco por sentir que vale a pena.


6. The one I always give as a gift: Emma
Por pouco não pulei esse dia no desafio. Eu não tenho um livro especial para dar de presente, sem considerar o gosto literário de quem estou presentando. Na maioria das vezes, eu respeito a wishlist da pessoa e pergunto antes quais são as minhas opções. Mas, depois de consultar a Thay, ela sugeriu que eu usasse um livro que eu daria de presente e eu escolhi Emma, considerando todas as vezes que eu, calorosamente, promovi esse livro.

7. Forgot I owned it: Formaturas Infernais
Comprei Formaturas Infernais na época em que eu conseguia me manter atualizada com lançamentos. Sem julgar muito, era só a editora avisar no twitter que livro tal chegaria dia tal, que na mesma semana eu estaria procurando o dito cujo na livraria. Saudades dessa época, rs. Hoje não sou nem um pouco assim. Enfim, esse livro não é nada de especial: trata-se da compilação de cinco contos sombrios sobre formaturas escritos por nomes conhecidos da literatura Young-Adult. Alguns melhores do que outros, mas nenhum deles, assim, memoráveis. Esqueci fácil num canto da estante.

8. Have more than one copy: todos os romances de Jane Austen e o primeiro volume de Desventuras em Série: Mau Começo.
Há cinco anos sou entusiasta de Jane Austen. Emma foi tema do meu TCC. Então, naturalmente, eu tenho: uma edição The Complete Novels of Jane Austen da Wordsworh; The Illustrated Works of Jane Austen (divido em dois volumes) da Bounty Books; Pride & Prejudice, Sense & Sensibility, Mansfield Park, Emma e Persuasion da Barnes & Noble Signature Editions; Emma e Persuação bilíngues da Landmark; e Persuasion, edição de bolso da Penguin. Mesma história, conteúdos adicionais diferentes. Portanto, finalidades diferentes. Algumas coleções estão temporariamente incompletas, e outras eu ainda nem comecei. Por favor, não me internem.

Já os dois volumes iguais de Mau Começo são mais fáceis de explicar: um eu ganhei de Natal de uma amiga querida, que queria me apresentar Desventuras em Série. E como eu adorei os livros, algum tempo depois comprei a coleção completa e fiquei com o primeiro volume repetido.

9. Film or tv tie-in: Um Dia
Eu não sou fã de capas de filme, e não escondo de ninguém essa minha frescura literária. Na minha estante só tenho três livros com capas de filme, então não tive de pensar muito: escolhi a capa de Um Dia, que, em rara exceção, acho mais bonita do que a capa original do livro. E tem a Anne Hathaway, uma atriz que eu adoro. Minha segunda opção seria O Lado Bom da Vida – o livro não tem uma posição tão alta no meu conceito, mas também gosto bastante da capa com os perfis de Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. E, sei lá, acho que preto e amarelo combinam.

10. Reminds me of someone I love: Amanhecer
Sem delongas admito: durante o Ensino Médio eu fui twilighter, e cabia ao meu irmão me levar à livraria em dias de semana para eu comprar os lançamentos. Pelo menos, eu lembro que ele estava comigo quando comprei Crepúsculo e Lua Nova. Então, no meu aniversário de 17 anos ele nem sofreu para pensar no que me daria de presente: o quarto e último livro tinha sido lançado há pouco, e ta-da: Yuu de 17 anos feliz.


11. Secondhand bookshop gem: O Morro dos Ventos Uivantes
Bem, este livro não é proveniente de sebo, eu o ganhei de uma pessoa quem a princípio não eu gostava, mas que acabou se tornando uma boa amiga. E tudo começou quando ela me emprestou O Morro dos Ventos Uivantes. Ironias da vida.

12. I pretend to have read it: Os Lusíadas
Os Lusíadas era leitura obrigatória do 1º ano do Ensino Médio. Eu tinha um ótimo professor de literatura, e no bimestre anterior eu conseguira ler Gil Vicente com sucesso, mas Camões? Desculpa, não sou obrigada. Posso não ter ido bem na prova, mas entenda que seria como se tivessem me dado sushi para comer.

13. Makes me laugh: Percy Jackson & Os Olimpianos
Às vezes tenho problemas com essas questões de qual livro de te fez rir ou chorar, porque, a menos que o livro tenha uma tirada muito boa ou enfie o dedo na ferida, eu vou, realmente, rir ou chorar. A ponto de as pessoas se perguntarem “o que está acontecendo com essa garota?”, sabem? Escolhi PJ&O, pois considero o tom dos livros divertido em geral, graças ao senso de humor sarcástico do Percy.

14. An old favourite: O Código da Vinci
Independente de qualquer rótulo que possam dar a Dan Brown, eu não dispenso um livro dele. Na primeira vez em que eu peguei O Código Da Vinci para ler, quase seis anos atrás, o livro me consumiu por tardes inteiras e atiçou a minha vontade de ler mais romances policiais. Reli o livro uma vez, e sei que posso ler de novo assim que bater a vontade.

15. Favourite fictional father: Hans Hubermann, de A Menina Que Roubava Livros
Que outro pai senão o Hans Hubermann criado por Markus Zusak para preencher essa categoria? Em plena Segunda Guerra ele a esposa abrigam uma menina magricela de nove anos, e com toda a paciência do mundo ele a ajuda a se adaptar no novo lar e a ensina a ler - uma atividade que a motivará pelo resto da vida. “Papai era um acordeão” e a gente se segura para não se emocionar (muito).


16. Can't believe more people haven't read it: A Princesa Leal
Eu já falei um pouco de A Princesa Leal nesse post e nesse outro. E não vou fugir muito disso: gosto bastante do jeito que Philippa Gregory escreve seus romances históricos. Eu não conhecia muito bem a história de Catarina de Aragão, e fiquei encantada com a figura apresentada esse livro.

17. Future classic: A Mulher do Viajante do Tempo
Também já mencionei esse livro por aqui. Um dia, eu prometo que faço um post dedicado só aos romances de Audrey Niffenegger, e espero fazer vocês compreenderem melhor o meu amor pelos livros dessa mulher.

18. Bought on a recommendation: A Improvável Jornada de Harold Fry
A Thay leu o livro primeiro e fez um post sobre ele, depois a Jana também leu e favoritou. Como eu tenho muita consideração pelo gosto literário das duas, eu li também e guardei no coração.

19. Still can't stop talking about it: Claros Sinais de Loucura
Comprei esse livro sem ter muitas informações sobre ele, e gostei tanto que queria que fosse mais popular. Simpatizei muito com a Sarah, os pensamentos dela sobre a pré-adolescência, as cartas para Atticus Finch e todas suas manias, inclusive a de falar com uma planta e procurar em si mesma sinais de que está ficando louca.

20. Favourite cover: 1Q84
Entre todas as capas bonitas que eu tenho na estante, 1Q84 merece o meu destaque, porque o minimalismo e o contraste das cores me passa a sensação de ser o primeiro chamariz para a enigmática história que ela cobre.


21. Summer read: Jane Eyre
Não que eu tenha estipulado isso como regra, porque não estipulei, só comecei o ano com um clássico da literatura, assim como no ano passado, por eventualidade e não me arrependi. Jane Eyre estava na minha lista há muito tempo, sempre tive curiosidade em ler a história de uma personagem que entra na lista de heroínas da literatura ao lado das heroínas de Austen e, de fato, Jane tem todas as características de uma personagem feminina que se distingue, e suas falas são digas de nota.

22. Out of print: A Irmã de Ana Bolena
De que adianta promover e recomendar um livro que está praticamente fora de circulação? Depois de ter lido A Princesa Leal, quis muito ler A Irmã de Ana Bolena em sequência, mas naquela ocasião só o encontrei disponível na Estante Virtual por um preço explorador. Apenas esse ano fui reencontrá-lo numa livraria, tão raro que não dá abertura para reclamar de seu preço original. Eu já enviei um e-mail à editora perguntando quando e se vão publicá-lo de novo, mas a resposta foi que não havia previsão.

23. Made to read at school: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Eu posso não me dar muito bem com literatura brasileira, mas Machado de Assis é sempre uma exceção. Gosto do jeito como Machado inverte a ordem cronológica de Memórias Póstumas, mas não tanto quanto gosto das discussões acaloradas sobre a traição de Capitu. De verdade, só não escolhi Dom Casmurro, porque não o tenho.

24. Hooked me in to reading: Desventuras em Série
Depois de eu ter lido Mau Começo e adorado a trama dos irmãos Baudelaire, fiquei ansiosa para ler os outros 12 livros. Porém, eu não podia comprá-los individualmente, então a minha solução foi apelar para os e-books. Naquela época ainda não havia e-reader no Brasil, então o formato popular era o bom e velho PDF para ser lido na tela do computador.

25. Never finished it: Capitães da Areia
Quando eu estava na última parte do livro alguém me deu um spoiler grande do que aconteceria de propósito, então eu fiquei desanimada e o larguei ali. Ainda tenho intenções de relê-lo, estou esperando a hora certa. Não é como se eu tivesse pressa, afinal, sei como termina.


26. Should have sold more copies: Extremamente Alto & Incrivelmente Perto
Eu já falei um pouco de Extremamente Alto & Incrivelmente Perto nesse post. Mas, se você gostou do filme, eu recomendo a leitura. É outra experiência! O livro pode ser um pouco caro, mas vale cada centavo, na minha humilde opinião.

27. Want to be one of the characters: Harry Potter
Desde que li Harry Potter, foi impossível não me transportar para a história de imediato. Não me colocando no Harry, quero dizer, mas imaginando a mim mesma recebendo a carta de Hogwarts, sendo selecionada para Corvinal e frequentando as aulas e praticando feitiços para ganhar pontos para a minha casa. Sou eternamente grata pelo mundo fantástico que J. K. Rowling criou.

28. Bought at my fave independent bookshop: Macbeth
Er, eu tive que pesquisar no Google o conceito de livraria independente, e cheguei a conclusão de que a livraria Martins Fontes se encaixa nesse quesito, porque só existem duas lojas no estado. Uma na capital, e outra aqui em Santos. Essa livraria está na minha vida desde sempre, e foi lá que comprei Macbeth, para o meu segundo semestre de Literatura Inglesa na faculdade.

29. The one I have reread most often: Calafrio
Eu comprei Calafrio depois de ter lido alguns comentários positivos sobre o livro no twitter, dizendo, basicamente, que a história ia muito além de uma capa bonita e da comparação com Crepúsculo. Que Grace e Sam e os lobos tinham uma história menos obsessiva e mais romântica. Bem, eu cheguei a ler Calafrio três vezes, sempre com a chegada do inverno e tenho ótimas memórias dessa leitura. Hoje vejo que Grace e Sam têm sim um pouco de dependência um do outro, mas isso não vence o carinho que eu tenho por esse livro.

30. Would save if my house burned down: Listography
Eu espero que nunca tenha que por em prática esse ato de pegar um livro e sair correndo só porque meu apartamento está chamas. Para esse desafio, escolhi o Listography, porque acho que o livro seria uma boa distração onde quer que eu arranje abrigo. Mas a verdade é que eu seria incapaz de deixar minhas preciosas coleções à mercê das chamas. Eu ficaria para salvar o que pudesse e, provavelmente, acabaria sufocando com a fumaça.

Tentei ser sucinta nas descrições, só desenvolvendo um pouco mais as legendas que usei no Instagram. Foi divertido participar do desafio e testar a diversidade da minha estante, e cheguei à conclusão de que embora eu não tenha tido muitos problemas para preencher todas as categorias, preciso variar um pouco os meus autores. Também senti falta de alguns livros que eu peguei emprestado e não tenho, e poucos que eu emprestei e nunca mais vi (lend books, nevermore). Agradecimentos especiais à menina Thay, minha companheira de desafios - vejam os livros que ela escolheu também! Espero que tenham gostado. :)

11.3.15

Let’s try emotional correctness

O meu hobby mais recente foi ter começado a assistir/ouvir TED Talks quase todo fim de semana. Eu escolho duas ou três conferências, às vezes mais, e passo uma hora do meu domingo abrindo a mente para novas ideias. Porque é disso que o TED se trata, afinal. Várias pessoas ao redor do mundo são convidadas a apresentar a um público suas diferentes ideias e/ou projetos. E o que eu acho mais fascinante nesses vídeos é que justamente por se tratarem de ideias, você não precisa concordar com todas e considerar aplicá-las na vida, pois o simples ato de ouvir o que eles têm a dizer pode expandir sua perspectiva sobre algo que você não conhecia e a partir daí pode também tecer sua própria opinião sobre o assunto, de acordo com o seus valores e contextos. Mas muitas vezes dá sim para se identificar com o que convidado apresenta, e sentir vontade de espalhar a palavra por aí, por ser o que você queria dizer, mas ainda não havia posto em palavras.

É o meu caso com a conferência da Sally Kohn, que fala sobre as pessoas não terem o tato de serem emocionalmente corretas em seus discursos políticos:

“Ser emocionalmente correto tem a ver com o tom, com o sentimento, com a forma como dizemos o que dizemos, com o respeito e a compaixão que mostramos uns aos outros. O que eu percebi é que a persuasão política não começa com ideias, fatos ou dados. A persuasão política começa com ser emocionalmente correto.”

Minha última semana foi estressante por diversos motivos. E meu humor não melhorava em nada quando eu chegava a algum lugar em que as pessoas ao redor estavam conversando sobre a presidente (com “e” mesmo, porque insisto na palavra ser comum de dois gêneros), o partido e o governo. Conversando não, desculpe. Criticando acidamente. Cuspindo as palavras. Desejando o mal para o próprio país, que “ferrou com as eleições mesmo”.

Eu não me sinto bem quando estou exposta a discussões políticas desse tipo, porque certa vez, antes ou entre o primeiro e o segundo turnos, eu estava indo para a coffee break durante o trabalho quando a minha chefe veio até mim e disse que “precisava me instruir politicamente”, como se eu fosse desinteressada ou como se minha visão política não fosse adequada ao que ela acreditava ser certo. Isso porque eu pouco tinha me manifestado sobre isso no escritório. Tentei argumentar algumas vezes, porém o discurso e o tom de voz de duas pessoas contra o meu sozinho me reprimiu. Senti que só faltaram me encostar na parede e prender meu pescoço com uma forquilha, enquanto criticavam o PT e colocavam a culpa nos nordestinos e dependentes de Bolsa Família. De verdade, acho que ninguém merece ser subjugado dessa maneira.

Mas esse post não é sobre posições políticas. É sobre a veiculação delas. Todos somos parciais a um lado, e isso é natural, dado os diferentes contextos a qual cada um de nós pertence. Só não estamos sabendo discutir isso com racionalidade e eficácia. Além do tom agressivo que as pessoas têm usado, o embasamento dos argumentos não são melhores: “Eu vi essa notícia que fulano compartilhou no Facebook....”, “Saiu na Veja que...”. Tem horas que eu sinto que vou desmaiar, porque além de as pessoas não entenderem de fato o quadro político em seus vários níveis, acreditam e disseminam qualquer coisa que leem. Primeiro, o Facebook não é fonte para nada. Segundo, o jornalismo não é imparcial tampouco. Cada mídia tem sua própria ideologia, e vai transmitir as notícias de acordo com seus interesses. De maneira ou de outra há manipulação. A faculdade de Letras pode não oferecer os salários mais altos, mas uma coisa valiosa que aprendemos é analisar um texto e questionar aquilo que lemos, principalmente o que está nas entrelinhas.

Engana-se quem acha que eu não me interesso sobre o assunto, por não me manifestar sobre ele. Eu admito que não faz tempo desde que eu percebi que não conhecia muito sobre política como deveria, e estou correndo atrás agora. Parte desse correr atrás é debater com outras pessoas, saber o que elas consideram e ter meus pontos considerados também. Meu conhecimento está em formação, e eu ficaria agradecida se alguém se dispusesse a me ajudar a desfazer minha ignorância. Pode vir, pode chegar. Me mande um e-mail, um tweet. Sejamos construtivos. Eu acredito que é possível. precisaríamos induzir grande parte da população a se corrigir emocionalmente. A esperança é a última que morre, certo? Em contraste com o bom senso, que é o primeiro.

“Porque ninguém pode concordar contigo, sem sequer te ouvirem primeiro. Nós passamos tanto tempo falando por cima dos outros e não tenho tempo suficiente para discutir sobre nossas divergências, e se pudermos começar a ter compaixão uns pelos outros, teremos uma chance de construir uma base comum.”


A conferência tem 6 minutos e legendas em português, vale a pena assistir.