29.10.14

My interpretation


(...)
'Cause I don't care if I ever talk to you again
This is not about emotion
I don't need a reason not to care
What you say, or what happened in the end
This is my interpretation
And it don't, don't make sense.
(...)

Tem dias em que a gente não se precisa se esforçar muito para encontrar uma maneira de se expressar.

22.10.14

Tag: Know you Blogger

Estamos aqui, ladies and gentlemen, dissipando a atmosfera dramática e indecisa deste blog com mais uma tag baseada em perguntas e respostas indicado pela linda da Thay. Ao ler a proposta, senti uma sensação de déjà vu e agora sei que já respondi a algo similar antes. Porém, isso faz tempo, e gosto da ideia de repetir a dose só para saber o que mudou na minha maneira de responder. As regras são simples: devo contar 11 fatos sobre mim, responder 11 perguntas criadas por quem me indicou, criar mais 11 perguntas e indicar para 11 pessoas (regra a qual, já adianto, vou quebrar). Shall we?

11 fatos sobre mim

1. Não sei riscar fósforo;
2. Se deixar, sou capaz de dormir mais de 12h;
3. Não gosto muito de pizza;
4. Até os 16 anos eu era melhor em espanhol, mas depois aperfeiçoei o inglês e hoje em dia não lembro nem o básico do outro idioma;
5. Grumpy cat é o meu animal de espírito;
6. Não consigo dormir sem edredom (ou qualquer camada mais pesadinha), não importa a estação;
7. Owl City é meu antídoto para os dias ruins;
8. Fiz natação por oito anos, fui sedentária por nove, e há dois meses faço pilates;
9. Tenho medo de Furby;
10. Sonho em preencher mais um diário, visitar um campo de morangos, voar de balão, abraçar um coala e fazer um mochilão pela Europa;
11. Aprendi a tocar flauta doce quando criança, mas queria mesmo era ter aprendido a tocar piano.

11 perguntas da Thay

1. Qual foi a última música que você escutou? Coloque o vídeo!
“Are you having fun yet? I’ll send you the sunset I love the most when I’m Tokyo”. Sweet, cheerful, dreamy, Owl City. ♥


2. Se tivesse que escolher apenas um prato para comer o resto da vida, o que seria?
No meio dos fatos acima eu disse que não gosto muito de pizza, mas minha cozinha favorita é a italiana. Simplesmente amo massas! Meu prato favorito é lasanha, e se for a lasanha da tia, é mais amor ainda. Só tenho um problema com queijo: qualquer comida que leve queijo na receita eu procuro consumir em quantidade mínima para não ficar enjoada. Daí surge a minha falta de atração por pizza, e a minha hesitação em comer só lasanha para todo o sempre. Então eu vou optar por ravióli, que há dois anos tem sido o meu almoço especial de aniversário. Com molho de tomate, por favor!

3. Quais os livros que mais ama e mais detesta?
Falando de títulos, serei repetitiva ao dizer que tenho um amor enorme por A Mulher do Viajante no Tempo, de Audrey Niffenegger, e Emma, de Jane Austen. Esses sempre serão destaques na lista de livros memoráveis que inclui alguns outros, por isso cito-os como exemplos. Para representar os que eu mais detesto, posso mencionar Fallen, que foi uma tremenda decepção, dada a expectativa que eu tinha do livro na época de lançamento. E esses são livros selecionados apenas entre os que eu li, porque, eu confesso: às vezes, acontece de eu sentir aquela simpatia ou antipatia gratuita só fazendo o reconhecimento do autor, do título ou - vamos admitir - da capa. No geral, gosto de livros cuja história tenha sua própria característica e que esta seja marcante, e se conectem comigo de alguma forma, independente de me fazer sentir borboletas no estômago ou chorar como um bebê no ônibus. E viro a cara para livros que são mais do mesmo ou têm personagens femininas estereotipadas e/ou submissas.

4. Uma palavra que te defina.
Oversensitive.

5. Sente saudades de que?
De ter um bichinho de estimação para me fazer companhia e testemunhar as minhas loucuras. Noite passada, sonhei que meu cachorro tinha feito xixi no meu tapete, e acordei meio feliz, sabe.

6. Não consegue viver sem.
Minhas pessoas favoritas, dias de chuva e solitude, acesso à internet, livros, protetores labial e solar, meus DVDs de Gilmore Girls, e um pouquinho de amor e atenção.

7. Conte qual foi o momento mais constrangedor da sua vida – e com detalhes!
Enfim, chegou a pergunta que eu estava evitando. Depois de vasculhar os cantos do meu cérebro onde provavelmente todos os meus momentos constrangedores estão armazenados, para não dizer enterrados, acho que escolhi trazer à tona um acontecimento que vai transmitir com destreza o sentido mais profundo de constrangimento. Para isso, preciso que vocês visualizem o ano de 2006, e uma Yuu ainda não desenvolvida. Pois bem. Tudo começou no fatídico mês de março quando eu tive a minha menarca. Era fim de tarde, e eu estava cuidando da minha vida, quando senti uma dorzinha na barriga, e pronto, o desastre aconteceu. Lembro que aquele dia pareceu o fim do mundo para mim, que com 12 anos ainda me sentia bem criança e fui pega de surpresa para a mudança que me rotularia como uma "mocinha". Impedi minha mãe de pegar o telefone e sair contando para a família toda, e lembro que brigamos, porque eu achava que usar absorvente me faria andar igual a um pato e denunciaria a minha condição. De fato, foi esquisito andar naquela semana, e eu achava que não podia ficar pior. Mas ficou, esperem. Os meses seguintes continuaram sendo adaptativos para mim; eu tentava me acostumar com a ideia, embora me sentisse constrangida o tempo todo. E, sinto muito entrar nesse detalhe, mas no primeiro ano o meu fluxo era bem intenso. "Tudo bem, é um sinal de saúde", minha mãe dizia, sendo positiva. Eu, ao contrário, estava crente ter sido vítima de uma maldição impiedosa. As cinco horas que eu passava na escola era a pior parte. Sempre que eu tinha uma chance discreta, ia ao banheiro só para prevenir. Exceto um dia, no final da aula de... matemática? Estou chutando, porque não lembro. Só lembro que eu estava começando a me sentir desconfortável e precisava sair dali, mas estávamos no meio de uma explicação e eu não quis interromper para não chamar atenção. Lembre-se que dentro de mim reinava um nervosismo constante e inocente. Fiquei imóvel pela meia hora de aula restante, e quando o sinal tocou, eu levantei aliviada. Eis que minha amiga pergunta: "Por que tem uma mancha na sua cadeira?". Fim do mundo, parte dois. Meu sangue congelou por um segundo, antes de o meu corpo começar a agir. Empurrei a cadeira para baixo da mesa, puxei o braço da supracitada amiga e desci as escadas numa velocidade recorde rumo à liberdade da rua. Minha saia era azul-marinho, então isso não me preocupava. Minha casa não era longe, isso não me preocupava também. Minha amiga continuou me perguntando o que estava acontecendo (a desgraça ainda não tinha chegado para ela), e isso me preocupou. "O que você acha?! Continue andando". Cheguei em casa e fiquei no chuveiro por bastante tempo. E só depois eu aprendi que isso é uma parte tão natural da mulher, que eu deveria tratar com mais maturidade do que vergonha. E atualmente mantenho um sistema de controle invejável. “Vivendo e aprendendo”, não é o dito?

8. Filme que você assiste 39 vezes seguidas e nunca se cansa.
Para ser sincera, eu não consigo literalmente assistir a um filme 39 vezes seguidas, rs. Entretanto, sempre faço intervalos entre os períodos de vícios de dois filmes em especial: O fabuloso destino de Amélie Poulain (2001) e O clube de leitura de Jane Austen (2007). São os longas para os quais recorro toda vez que quero preencher horas tediosas ou renovar energias. São tão levinhos que jamais me cansam. E o primeiro, inclusive, foi base de inspiração para o blog em seus primórdios, e como lembrete disso eu nunca troco meu avatar. “São tempos difíceis para os sonhadores”.

9. Vampiros ou lobisomens?
Dada a inserção de um gif de Supernatural na pergunta, desconfio que exista um contexto em que a possível resposta faça sentido. A um nível simples de interpretação, prefiro vampiros.

10. Escolheria amor ou dinheiro?
Amor, sem sombra de dúvidas. A vida já fez questão de me mostrar o quanto o amor, em sua forma mais pura, é valioso e raro de se encontrar. E eu acredito que tendo amor você tem incentivo para alcançar as demais coisas nessa vida, inclusive o dinheiro.

11. Se tivesse direito a apenas uma viagem na vida, para onde iria?
Bem, esse é o tipo de pergunta que me deixa na indecisão, porque apesar de eu ter um desejo enorme de visitar o Reino Unido, também gostaria de ir ao Japão conhecer melhor o outro lado da história. Se realmente não existisse um jeito de contornar essa condição, eu provavelmente jogaria uma moeda para decidir, com melhor de três, porque é assim que eu faço.

11 perguntas minhas

1. O que você fez hoje?
2. Tem algum trauma de infância?
3. Em quem ou o que você se inspira?
4. Qual é sua estação do ano favorita, e por quê?
5. Qual foi seu primeiro pensamento ao acordar e o último antes de ir dormir?
6. O que você deseja para o seu futuro?
7. O que você faz, ou para onde vai, quando está triste? 
8. Em qual situação você se sente diferente dos demais?
9. Existe que você colecione, compre ou consuma com frequência?
10. Uma doença que você já teve, e uma que você tem medo de desenvolver.
11. Cite um livro (ou autor), duas músicas e três filmes que façam parte da sua vida.

*Criatividade, onde estás?*

11 indicados

Sou impopular on e offline e não conheço 11 pessoas que possam ter interesse em responder essa tag. Só vou indicar, portanto, a Maíra e o Nicolas caso que eles queiram responder. E se você tiver vontade de participar também, considere-se indicado(a) por mim, ok? Espero que tenham gostado!